terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Censurado



Em uma das boas conversas em casa:
- Você quer mesmo destruir a memória da minha infância né

- Oh! Que nada... É porque eu ainda nem te falei o que Cebolinha anda fazendo com Mônica nos dias de hoje.



Essa aí é a versão adolescente da Turma da Mônica. (O gibi com os personagens originais -crianças, continua a ser publicado paralelamente.) As mudanças são bem drásticas para aqueles pequeninos que acompanharam as aventuras de Mônica e a sua turma. São mudanças físicas, como vocês estão vendo, mas não só. O Cascão agora toma banho de vez em quando, a Magali se preocupa com a alimentação para não engordar, o Cebolinha ganhou mais cabelo e nem troca tanto o erre pelo ele, e a Mônica está menos dentuça e mais... adolescente.

Esse novo gibi mescla o consagrado estilo de Mauricio de Souza com o estilo mangá.

E em uma das edições ocorreu o beijo entre Cebolinha e Mônica, que acarretou em alguns protestos de alguns pais e fãs conservadores.

Eu só quero ver, o que os pais vão falar na próxima edição quando Cebolinha falar:
- Tile a calcinha agola, Mônica!


Poesia Urbana



Do artista Mobster

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

PUTA QUE PARIU!

"A poluição está mais perto do que você pensa."

Campanha desenvolvida pela agência JWT, Hong Kong.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Grave, mas rebobine por favor

Você já ouviu falar que a memória é uma ilha de edição.
É impressionante, mas é a mais pura verdade.
E se a memória é mesmo uma ilha de edição, a música é o seu próprio editor.

Acabei de ouvir ao entrar na casa de dona Irene, uma amiga de minha tia, a música Californication do Red Hot Chilli Peppers. Imediatamente me lembrei de uma época de minha vida. Não sei exatamente que época era, mas surgiu um sentimento nostálgico, que me obrigou de supetão a dá uma viajada no tempo.
Dona Irene, com certeza estranhou a minha cara:
- Veio pegar as suas chaves não é, Carlinhos... Eu costumo esquecer as coisas também... Diga a sua tia pra vim aqui mais vezes, você está aí com ela esses dias?
- Hum... Não, não. Vim visitar ela naquele dia e pegar umas coisas minhas que estavam lá, aí ela disse que vinha visitar uma amiga e me convidou pra vim também...
- E esqueceu as chaves...
- É... Esqueci não, é que aquela calça tem o bolso raso, cai e eu nem percebo
- Senta aí, que eu vou pegar as chaves. Quer uma água, suco?
- Pode ser.

E com isso Californication tocando
E eu ouvindo
E viajando

De uns dois anos pra cá eu venho fazendo algo para me forçar a gravar certos momentos na minha mente:
Pego aquele momento que esta na minha frente, que estou vivendo naquela hora, naquele presente e me fixo olhando por uns 100 segundos, talvez mais ou talvez menos, depende da intensidade do momento vivido pra mim.
Porém, durante esse processo precisa-se de algo.
Precisa-se de música.

Tenho vários momentos que na hora eu pensei:
- Eu não posso esquecer isso!
Aí lá vem o processo! Não custa nada dá uma mãozinha na ilha de edição né.
E toda vez que ouço uma das músicas que fizeram parte desses processos, eu me lembro do momento e do que estava sentindo na época.

Mas Californication não foi do processo, foi natural, por algum motivo ela me deixa nostálgico. Como algumas outras músicas, que só ouvindo na hora que se percebe.

Mas uma coisa me inquietava:
O que é que Dona Irene, uma clássica senhora sozinha na casa dos seus 60 anos, estava fazendo ouvindo Californication?
Foi essa pergunta que me veio na hora e que eu resolvi perguntar, não exatamente com essas mesmas palavras né.

- Gosta de suco de manga, Carlinhos?
- Sim, gosto sim...

Pergunta, vai! ( Era o que eu pensava na hora, fiquei um pouco sem graça na verdade em perguntar)

- É... Oh Dona Irene, é Red Hot Chilli Peppers que está tocando aí né
- Eu não sei, eu acho que se chama isso mesmo...
- Você gosta?
- Oh! Carlinhos... Eu me lembro do meu filho quando ouço... Quando meu filho estava aqui... É bom demais... Vou pegar as suas chaves agora

sábado, 20 de dezembro de 2008

Poesia Urbana


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

1,1% downloading...



Título Original: Parpados Azules
Diretor:
Ernesto Contreras
País de Origem: México
Ano: 2007
Gênero: Drama


A história gira em torno de Marina, uma mulher solitária e tímida que ganha uma viagem para duas pessoas a um local paradisíaco, mas não tem com quem compartilhá-lo e, por isso, decide convidar um desconhecido.

Esse filme é a estréia do diretor mexicano Ernesto Contreras.
Obteve o prêmio de Melhor Filme da Seção de Longa-metragem Ibero-americano do 22º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara 2008

Parece que vale a pena conferir, pelo trailer que tem uma graça de atriz, por esse roteiro que é bem bacana, por ser a estréia de um diretor, por ser um filme dos nossos hermanos (México é um pouco mais longe, mas ainda é hermano vai), pelo prêmio conquistado e por esse cartaz do filme que eu adorei.

PUTA QUE PARIU!





"Fumo passivo em casa leva 17 000 crianças hospitalizadas por ano."

Campanha contra o fumo passivo realizada pela Agência: CHI&Partners de Londres

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poesia Urbana



O segredo da felicidade é...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bom dia!

Entrando no elevador é sempre de bom grado dá um “Bom Dia” pra quem já está dentro, não é. Então foi isso que eu exatamente fiz:
- Bom dia!

Um silêncio... Um silêncio que eu esperava ouvir algo. A jovem senhora que estava dentro do elevador não respondeu ao meu “Bom Dia”. É...Fazer o que né, deixa pra lá... Eu estava em um bom dia, e não era a falta de um “Bom dia”, que meu bom dia não se tornaria de fato um.

- Oh mãe, ele falou bom dia, você não vai responder não é?

Esse aí é um guri, que também estava no elevador, e que deve está com os seus 9 anos de idade, eu acho.

- Meu filho, eu respondi
- Mentira, eu não ouvi...
- Eu falei sim, meu filho...
- Você não falou nada, você está mentindo mãe... Eu vou ficar mentindo agora também
- Querido, eu falei... Chega!
- Mentirosa! Eu vou ficar mentindo agora também
- Chega! Danilo... Eu falei e acabou
- Oh moço, ela respondeu o seu bom dia?

No decorrer de toda conversa do guri com sua mãe, eu estava fazendo um esforço imenso para não ri, estava realmente muito difícil segurar, mas quando o guri perguntou pra mim, eu simplesmente não agüentei... Eu ri, mas ri muito. Te juro que eu não conseguia controlar.

O guri começou a ri também. Aí pronto!

E a mãe estava nitidamente sem graça, com o rosto vermelho, possivelmente planejando cavar um buraco ali mesmo e se jogar.

O elevador pára no 9º andar e um homem aparentando ter os seus 35 anos entra, um pouco assustado, é verdade, com as minhas risadas e a do guri.

E o guri pergunta pra mim de novo:
- Ela respondeu ao seu bom dia?

Eu pensei pouco e respondi rápido:
- Não!

E começamos de novo a cair na risada.

A mulher só faltava chorar de tão sem graça

Mas a melhor parte foi quando o elevador passava pelo G4 e o guri com essas palavras, começou a falar:
- O mal dia dela se chama meu pai, que esta com outra agora.
- O que foi que você disse, Danilo? – A mãe
- Você toda hora fala isso – O guri

Nessa hora eu respirei bem fundo, muito fundo, para não ri. Olhei para o rapaz ao lado e ele parecia que fazia o mesmo... Ficou uns três segundo no silêncio.. Um silêncio que ela realmente não esperava ouvir mais nada, completamente nada... É, mas ela ouviu, as minhas risadas, a do guri e a do rapaz do 9º andar.

Na hora, eu pensei pra mim, gente que porra é essa?
Sinceramente, o dia não poderia começar melhor com essa falta de “Bom Dia”
Mas uma coisa é certa, eu não quero me encontrar com essa moça tão cedo.