Como dizem meus colegas vendedores de móveis coloniais de acaju, esquilo não samba
Me diga aí, meu amigo. Se fosse possível você se ver daqui a 10 anos, você aceitaria?
Logo quando pensei nessa instigante e curiosa hipótese, uma objetiva e clara resposta surgiu como supetão – “De Jeito Nenhum!!!”
Eu não sei que sentimento exatamente define essa minha resposta, mas se isso fosse alguma questão de prova múltipla escolha em que eu tenho que escolher alguma das malditas opções, eu escolho a letra b.
Ah Tá, a letra B é o medo.
Você conhece uma frase que já é totalmente de domínio público, com seus royalts free à séculos, que o clichê não é mais suficiente para defini-la e que se encaixa como uma luva para a minha justificativa agora – “A vida é uma caixinha de surpresa”. É exatamente por causa dessa frase que eu não tenho a mínima curiosidade, aliás, curiosidade qualquer ser humano normal teria, eu não tenho a mínima coragem de querer me ver daqui a 10 anos.
Além desse efeito sanfona da vida, onde a sorte pode se tornar um azar ou um azar pode se tornar uma sorte no futuro, tem a questão do poder transformador do tempo e do dia-a-dia no ser humano.
O medo que falo, não é de ter a possibilidade de ver um caixote de madeira como meu novo lar. Não, não é por isso. É o medo de me ver vivo mesmo, depois de se passar 10 anos de tentativas de entender e ver tanta merda que se é acostumando e obrigado a “engolir”... Eu creio que eu vou estar “azedo”...
Isso claro, pode ser diferente, se na contabilidade desses 10 anos os momentos bons sejam tão “doces” que me ceguem, e me façam entender que o mundo não é tão "azedo" assim.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
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3 comentários:
Blog legal, vou ate deixar nos meus favoritos
estarei sempre comentando xD
aew, pode deixar, vamo fazer um grupo de visitas :P
q tal?
abraço
supercombinado
;D
todo dia, n eskeça
=)
arruma mais uma galera e vamo p frente
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