domingo, 24 de outubro de 2010

Poesia Urbana

sábado, 25 de setembro de 2010

Poesia Urbana




No Irã

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Charles de Meyes e Amon Tobin

Amon Tobin - Esther's from Sash Almakow on Vimeo.

Dirigido por Charles de Meyes e com uma trilha bem instigante de Amon Tobin.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Poesia Urbana

Banksy

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PUTA QUE PARIU!


A simplicidade é algo tão bonito de ver.
Entra na sessão "Puta que Pariu"

domingo, 19 de setembro de 2010

Trailer do meu Documentário - Que The Hizo Llorar (O Que Te Fez Chorar)

Alguns amigos meus pediam pra ver o segundo trailer do meu documentário, que está em andamento, e não sabiam onde buscar, vou colocar aqui.
Eu tinha colocado aqui no blog o primeiro trailer que editei há alguns meses atrás quando eu estava ainda em plena viagem (no meio da viagem) por ônibus pela America Latina com a INULAT

Posto aqui o segundo trailer que editei quando cheguei.
Valeu galera!


Poesia Urbana

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Olha pra o Céu



Pra pensar eu gosto de ver o mar e o céu.
Creio que a sensação de infinito que elas remetem me coloca nessa situação de pensamento vagando, mergulhando em um vácuo muitas vezes sem sentido.
A imensidão me reduz a nada
Ou não me reduz, apenas me deixa em um estado mínimo de existência.
Esse é o maior trunfo dessa imensidão, reduzir o infinito em nada ou em uma única coisa, ou em alguma coisa sem sentindo algum.

Gosto de logo ao acordar, pensar… Pensar em algo… Mesmo que seja sobre o sonho que acabei de ter, porque dali ha uma hora eu sei que vou esquecer mesmo.
E pra isso eu já acordo olhando o céu
A partir da minha janela, eu olho o céu
Olho o céu e acordo como se a luz fosse um despertador.
Olho o céu ao acordar…
Esse céu que agora ao ver, está por acabar.

domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

PUTA QUE PARIU!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Orgão

Dia 31 de agosto de 2010 meu Ipod faleceu.
Os últimos respiros dele foi uma canção de M. Ward chamada Helicopter. Gosto muito dessa musica, alias esse cantor tem interessantíssimas musicas...
Sim, enfim... Ele faleceu em plena caminhada na orla da Barra e eu não queria acreditar em tamanho fato histórico que tinha acabado de ocorrer em minha vida... 5 anos como praticamente um órgão com fios que nutria meus ouvidos, e de repente pára, cansa, desiste assim... Não liga de jeito nenhum.

Perdi ate a vontade de sair.
Mas eu tinha que resolver algumas coisas na rua, não tinha como adiar.

Fui pegar meu ônibus sem meu “órgão”
Entrei no ônibus e sentei perto da janela na nítida dependência de alguma musica para ouvir, mas não tinha como... ouvia a cidade em seu caos de Meio Dia mesmo, mas tudo bem.

Mas o caos se aproximava e usava celular
E pior, celular com musica
E pior, sem fones de ouvido
E pior, senta do meu lado
E pior, a musica parecia que estava arranhada, juro –“arrocha vai... arrocha vai... arrocha vai... vai mãe” - E a voz do “cantor” de fato era uma sessão de exorcismo picotada.

Eu agonizava na cadeira.
Dei umas olhadas indiretas para o cara., pra ver se ele se tocava.. Mas ele deve ter pensado que eu queria que repetisse a musica, porque ao aparentar um caro silêncio, surge:
“Oh mãe!!! Arrocha! Arrocha..“

Puta que Pariu!
Por que alguém faz isso? Coloca o celular no máximo e obriga todo mundo a ouvir o negocio dele.
Cadê o bom senso... ou isso é mais comum do que eu penso e era o falecido “órgão” que me ajudava a não perceber a tamanha falta de respeito com os outros.
Se todo dia for assim, preciso de um transplante de um novo “órgão” já.
Quem quiser doar... faz bem!

Poesia Urbana

Vamos um pouco do Brother Banksy

domingo, 29 de agosto de 2010

Tempo não é a garota de minisaia na esquina

- Opa… Por favor, você poderia me dizer as horas?
- São 18:25…
- Merda! O ônibus já deve ter passado…

Ela riu

Sabe quando você olha mais profundamente para o rosto de uma pessoa, e vai identificando alguma coisa.
Os olhos vão cavando lentamente a expressão do rosto e vendo alguma coisa.

Pra disfarçar essa minha indelicadeza, eu joguei logo um:
- Obrigado viu… É que to atrasado…
- Eu também sempre estou… já estou ate acostumada… Oh ali!! Acho que é ele.. Ah!! Finalmente.. É ele mesmo, o meu Ônibus

É impressionante que os ônibus só chegam quando nao devem chegar.

- Ate logo!
- Ate!

Ela entrou no ônibus Campo Grande R2 e eu fiquei matutando –“eu conheço essa menina de algum lugar”

Meu ônibus Campo Grande R1 chegou
Cheguei na faculdade
Sair da Faculdade
Cheguei em casa
Tomei banho
Procurei alguma coisa pra comer
Ia comer feijão, mas estava gelado, comi um pouco assim mesmo
Mas resolvi tomar uma vitamina de banana com farinha láctea, vendo uma reprise de Friends…
Numa cena da serie, Joey começa a falar alguma coisa relacionada com piscina…
A imagem da garota das 18:25 me veio na mente de supetão logo…
Mas agora ela tinha la os seus 8 anos de idade e estava se afogando com uma bóia rosa na aula de natação que eu tinha na época.
E eu me lembro de terem me falado:
“- vai la salvar a menina, ela ta se afogando…

Eu fui
O problema é que eu nao sabia nadar.
Ficaram nós 2 lá se afogando na piscina.

Praticamente uma vida se passa, e a única coisa que eu falei para ela foi:
“- Opa… Por favor, você poderia me dizer as horas?”

Eu estou lembrando disso, por causa da minha relação com esse blog.
Varias vezes eu queria escrever alguma coisa aqui, e eu pensava pra mim:
“Porra, eu to 2 meses sem escrever no blog e vou falar do meu tênis que comprei no Equador que ta furado de tanto eu tanto usar”
“3 meses sem escrever e falar das gazes que tive no cinema”
“4 meses sem escrever e quero falar da minha relação dramática com os mosquitos”
“5 meses se passam e eu vou falar de uma criança de 4 anos de idade que no elevador mandou a mae tomar no cú na minha frente"

E assim foi… E fui vendo que iria chegar ate dezembro e nao ia escrever porra nenhuma.

Resolvi esse caso pedindo socorro a um clichê… Ou seja, falar dessa relação de não conseguir escrever coisas bobas, por não ter escrito há muito tempo e então desse modo dando valor justamente a esse período.
Pra mim Tempo não é aquela garota de minisaia na esquina, tem que dar satisfaçao de algum modo.
E foi justamente isso que o Tempo fez comigo, me forçou a dar uma satisfação a ele e dando-o consequentemente um devido e seguro valor.

domingo, 18 de abril de 2010

Poesia Urbana

sábado, 10 de abril de 2010

Quando a chuva é real


Chovendo
Chovendo... Chovendo... umas 19:00, carros e mais carros passando pela Av. Manoel Dias da Silva com os seus faróis ditando um ritmo interessante com a presença da chuva.
E eu lá em pé, dentro do abrigo de bus, esperando o meu ônibus Campo Grande R1 chegar.

A chuva se espalhava no chão e se iluminava com os faróis do carro, se espalhava e se iluminava...
Os carros param,
pessoas atravessam a faixa com a maioria de seus guarda-chuvas pretos, sendo iluminadas e sombreadas dessa forma com a luz...
Apenas se nota o som da chuva agora, apenas o espalhar da chuva, um bom silêncio, um bom som...
Os carros começam a acelerar... uma senhora corre para atravessar com o seu guarda-chuva florido arregaçado e o seu vestido aparentemente molhado colado na pele...
Novamente o espalhar e o iluminar... E do outro lado da calçada, um homem, sem guarda chuva, agoniado, esperando conseguir chegar ao outro lado.

A chuva vai diminuindo... diminuindo... diminuindo cada vez mais... E o aglomerado de corpos grudados dentro do mesmo abrigo de ônibus que eu, vai se dissipando, vai saindo, e percebendo pelos faróis, que a chuva acabou... Resolvi sair um pouco daquele espaço, mas continuava ali... esperando

Parei pra pensar no horário nessa hora, pensei no trabalho que tinha que entregar, no livro que tinha que devolver, no livro que tinha que ler, no filme que tinha que ver, no meu ônibus Campo Grande R1, no meu tênis molhado que ia dar um chulé do caralho depois... Numa gota que tinha acabado de cair no meu rosto

Numa gota... Na chuva que novamente se iniciava.
A chuva voltou... Com muita força, mais forte que antes.

As pessoas corriam, se iluminavam com os faróis do carro e se molhavam... Um cachorro todo molhado, uma mulher de salto, um garoto de skate, um cara com uns módulos de cursinho e cadernos na cabeça... todos correndo em direção ao mesmo abrigo de ônibus que eu estava...
E comecei a processar toda aquela cena, em câmera lenta em minha mente.
E o foda que toda essa cena era bonita... Foda mesmo, eu ficava admirado por ver aquilo

Foi na hora que eu falei pra mim mesmo: “Essa cena tem uma fotografia linda”
Que eu me lembrei de uma frase que Sartre disse:

“O real jamais é estético”

E percebi que aquela cena que desenvolvi, que presenciei, seria esquecida como tantas outras... Aquela “fotografia” tão foda que eu pensei, era apenas o real, o dia-a-dia... Se no momento, eu estivesse com uma câmera, filmando, fotografando, registrando de alguma forma, aí sim seria estético, aí seria registro, aí seria arte...


Quando numa arte se percebe que há a realidade

Quando numa realidade se percebe que há arte

Não é estético, é foda.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Poesia Urbana












Já falei de slinkachu aqui. Oh ele de novo aí

quinta-feira, 25 de março de 2010

Segundo Cartaz do Documentário - Qué Te Hizo Llorar

Esse é o segundo projeto de cartaz do meu documentário que está em andamento - Qué Te Hizo Llorar

segunda-feira, 22 de março de 2010

Big Mac


12:32
Com fome.
Com raiva (isso é uma simples conseqüência do ultimo tópico apresentado, mas esse dia eu estava cansado mesmo)
E na busca de comida em um shopping com alguns colegas.

Um deles, com fome também, apresenta uma idéia:
- Vamos pro Mc mesmo
- Vamos
- Vamos
- Bora, a gente gasta menos lá
- Não!

Esse “Não”, fui eu.
E os 4 olharam pra mim, com uma cara seca e ríspida de porque.

Eu não vou mentir, que eu já estou um pouco cansado de explicar, por que eu não como isso, por que eu não quero comer aquilo, principalmente em pleno meio dia e com fome.
Ultimamente isso ainda está pior, porque deixei de comer frango (pollo), mas esse detalhe merece um post exclusivo, deixa pra outro momento.

- Eu estou com fome, não vou comer no Mc – digo Eu
- Come um Bigmac, mata logo essa fome, porra... Deixa de frescura

São esses momentos que se apresenta em minha mente duas categorias:
( ) O silêncio ( ) Ou vá tomar no seu cú
Como era meio dia e trinta e dois e eu estava com fome e com raiva... Presumo que você saiba qual categoria se escolheu.

Lá estava eu, discutindo com um cara que mal conheço, amigo de um colega meu, em pleno shopping, por causa do palhaçozinho de vermelho que vende o seu sanduiche de carne.

Eu adoro batata frita, milkshake... Eu iria com eles se não fosse meio dia e com fome, e comeria isso lá. Mas não, eu não como nem carne, nem frango e teria que saciar a minha fome com um Big Mac? Ah! Vai tomar naquela segunda categoria.
Fui comer em outro lugar, sozinho.

13:40
Relativamente sem fome
Me encontro com os 4.
E pergunto:

- E esse Bigmac, como tava?
- Uma delicia
- Tava massa
- Sabe né, brother... aquele baratinho, mas tava bom.

E um nem me respondeu...
É... Tudo bem... Pelo menos ele escolheu a primeira categoria.
Sem "fome", até eu.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Poesia Urbana



Essa é uma intervenção urbana de slinkachu para o show do grupo Skullduggerous em Londres. O show é para auxílio a Recurso de Medicina para Bhopal, que visa sensibilizar e fornecer cuidados médicos para as pessoas que continuam a sofrer as consequências do lamentável e irresponsável episodio que na noite entre dois e três de dezembro de 1984, aconteceu.
Cerca de 40 toneladas de metil isocianato e outros gases letais vazaram da fábrica de agrotóxicos da Union Carbide Corporation, em Bhopal, Índia. Foi o pior desastre químico da história. Estima-se que entre 3,5 e 7,5 mil pessoas morreram em decorrência da exposição direta aos gases, mas o número exato continua incerto. Infelizmente, a noite do desastre foi apenas o início de uma tragédia, cujos efeitos se estendem até hoje. A Union Carbide, que possuía a fábrica de agrotóxicos na época do vazamento dos gases, abandonou a área, deixando para trás uma grande quantidade de venenos perigosos. Os moradores de Bhopal ficaram com fornecimento de água contaminada e um legado tóxico que ainda hoje causa prejuízos.

A Union Carbide tentou se livrar da responsabilidade pelas mortes provocadas pelo desastre pagando compensações inadequadas ao Governo da Índia. Hoje, mais de 20 mil pessoas moram na região e uma segunda geração de crianças continua a sofrer os efeitos da herança tóxica deixada pela empresa. Desde então, cerca de 16 mil pessoas morreram e mais de meio milhão ficaram feridas.

sábado, 13 de março de 2010

Cartaz do documentário - Qué Te Hizo Llorar

Esse é um dos cartazes do meu documentário que está em andamento - Qué Te Hizo Llorar




domingo, 21 de fevereiro de 2010

Trailer Qué Te Hizo Llorar - O Que Te Fez Chorar

Este é o documentário que estou fazendo nesse grande percurso pela América do Sul.

Viajando pela America Latina, por 9 países, encontrando pessoas no meio do caminho e perguntando-as: Qué Te Hizo Llorar? - O Que Te Fez Chorar?

A partir dessa pergunta inicial, vão se desencadeando um turbilhão de relatos do âmbito pessoal, referências artísticas, culturais e políticas, abordando a cidade em que vive, a América Latina, o futuro, os seus sonhos... Levando a pergunta a rumos inesperados.

Acompanhe aí o primeiro Trailer do projeto:

Por aqui pelo blog, as imagens do trailer aparecem um pouco cortadas, por causa da formatação do Blogspot, acesse para assistir pelo link do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=aS6NqWs1F3s

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A casa própria de Esquecimento e de Lembrança

Uma jovem senhora paraguaia, bastante simpática, ouvia empolgada a história que eu contava a respeito de uma viagem pela America Latina de ônibus. Ela numa livraria no meio de uma praça no centro de Assunção, se preparava para responder algumas perguntas para a minha câmera.
Após a entrevista, ela fala:
- É só assim mesmo pra você lembrar que falou comigo.

Eu realmente não entendi ao certo o que ela queria dizer com aquilo. E ela logo percebeu isso:
- Você vai passar por tantos países, vai conhecer, conversar com tantas pessoas, ver tantos lugares, que sua memória não vai guardar uma conversa com uma velha paraguaia assim... Sua memória vai selecionar o que merece ser salvo.

Eu rir e falei um simples:
- Que nada.

Que de certa forma, foi uma resposta que deixou quase em aberto a indagação daquela simpática senhora, pois eu realmente não sabia o que veria pela frente.
Paraguai era o primeiro país, e tudo era muito novo, fresco, envolvente.

7 países depois.
Eu não me recordava mais da jovem senhora paraguaia.
De fato ela estava certa. Porém...

No percurso dentro do ônibus, indo de Machala (cidade do interior do Equador) para Guayaquil (uma das cidades mais importantes do Equador) tive contato com um livro de uma grande colega minha de viagem, chamada Sarah. O livro se chama, Dia e Noite de Amor e de Guerra, de Eduardo Galeano, e me deparei com o seguinte trecho:

“A memória guardará o que valer a pena.
A memória sabe de mim mais do que eu.
E ela não perde o que merece ser salvo”

De supetão eu lembrei da jovem senhora paraguaia, que tinha profetizado algumas palavras para mim, e fiquei indignado de ter tido a audácia de ter que confirmar a sua teoria, deletando-a da minha mente para ocupar outras coisas mais intensas talvez.

Mas até que ponto isso é esquecer? Eu esqueci, mas também lembrei.
Quantas coisas nesse percurso de viagem pela America Latina, eu já esqueci... Mas lembrarei em algum momento da vida?

O cérebro, ou melhor, a memória sobrevive de associações... E cada palavra, frase, imagem, conversa, cheiro, cada sensação que sentimos, alimenta a fonte e o repertorio da memória e as vezes do esquecimento também, sobrando nesses casos, apenas a lembrança pura, simples e vaga do sentir.

Para lembrarmos de algo, tenhamos que sempre, esquecer.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ir e Ver

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."- Amyr Klink

Eu estou viajando pra contar historias, pra fazer imagens, pra imaginar livros escritos, pra ser ator e diretor do acaso. Eu quero confundir meus próprios olhos com a lente da minha câmera, minha mente com o HD da minha filmagem, meus pés com a terra, o barro e a estrada que vamos sentir. Eu estou viajando pra sonhar, mas não sonhar só, sonhar em conjunto, com muitos loucos, ou melhor, com 26 loucos. Plantando, colhendo e depois deitando na sombra da própria árvore que vai surgir daí. Estou viajando pra enfrentar a burrice do meu desconhecimento e da minha arrogância de um mundo que nunca vi, apenas assistir.


Caravana da Integração
Estamos viajando com um ônibus próprio percorrendo 9 (nove) países da América do Sul: Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Bolivia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela por 2 meses.
O projeto consiste em uma expedição terrestre composta por 17 pessoas, e mais quatro documentaristas do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF), dois documentaristas da TV UFBA e dois motoristas da Universidade Federal da Bahia.


Dêem uma olhada no site e no blog da caravana
http://www.inulat.ufba.br/
http://www.caravanadaintegracao.blogspot.com/

Mais pela frente irei relatando os fatos da viagem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bienal Internacional do Cartaz 2009 - Bolivia


Ganhei a Bienal Internacional do Cartaz 2009 - Bolivia
Quando se acontece algo que você não consegue mensurar o tamanho do feito, para se expressar sobre esse tal feito, é difícil, pelo menos pra mim.
O exemplo mais claro é aqui. No blog mesmo.
A Bienal aconteceu no final de novembro. Faz um mês que venho tentando escrever algo sobre isso, tem a falta de tempo que me impede muitas vezes, eu sei, mas eu sempre queria no decorrer desse mês escrever algo sobre esse momento sensacional na minha vida e não conseguia, e queria muito registrar esse momento aqui, e nada melhor do que registrá-lo no ultimo dia do ano de 2009.

Quando falaram o meu nome como ganhador da Bienal Internacional com mais de 1700 cartazes de todo mundo concorrendo, em pleno Museu San Francisco, foi uma sensação sensacional. E o incrível é que eu percebi que nesse momento, na hora do agradecimento no palco, eu falava e não conseguia registrar em minha mente o que eu tinha acabado de falar, um problema né... principalmente quando se está tentando falar espanhol.

E a experiência de ser ver em uma capa de jornal de circulação nacional de outro país. É incrível. Eu ficava com uma vergonha tamanha quando passava por perto de qualquer lugar que se vendia jornal, que parecia que eu estava era como fugitivo.
Comprei logo uns 10 do mesmo jornal. O rapaz da banca de revista achou meio estranho meu pedido , então ele olhou para o jornal e falou:
“- Es tu aqui?”
“- Si, soy yo”


Pra quem quiser ler a matéria do jornal:
http://www.la-razon.com/versiones/20091120_006917/nota_253_912640.htm

E as grandes pessoas que conheci em La Paz, na Bolivia, dos grandes amigos que fiz que me levantaram e colocaram nos ombros literalmente, os grandes Jose e Edu da Eclectica Design por exemplo, o grande fotografo colombiano David que captou esse momento da foto do inicio desse post. São tantas pessoas boas que conheci que seria injusto eu tentar listar todas aqui, porque de fato foram muitas.

E as grandes pessoas que conheci também foram os jurados, pessoas fantásticas, divertidas, com trabalhos incríveis realizados e uma competência indiscutível – Frank Arbelo, Rubén Salinas, Natalia Campero, Pablo Kunst, Julián Naranjo, Xavier Bermudez, Santiago Pol, Gustavo Wojciechwski, Esteban Salgado, o excelente Phil Risbeck que me incentivou muito lá, Alessandro Manetti, Eric Olivares, Mirtha Pinto, o divertido Diego Bermudez, Eric Brandt, Ernesto Azcuy, Andrew Lewis e o grande conterrâneo – Brasileiro/Alemão que eu tive o grande prazer de conhecer, Julius Wiedeman.
E não posso deixar de falar dos grandes, competentes e amigos que fiz, os coordenadores da Bienal, Susana Machicao e David Criado que sem eles nada disso aconteceria.

Eu agradeço a todos por proporcionar esse meu ano de 2009 simplesmente incrível.

Que venha 2010 repleto de realizações para nós!

PUTA QUE PARIU!





"Não compre. Não venda. Não Abata"

Na frente do vidro dos cartazes há uma perfuração, como se um tiro fosse sido disparado. O buraco de bala na realidade é uma moeda que sugere que se você gastar um centavo no comércio ilegal de animais em extinção, será a mesma coisa que você puxar o gatilho e matar aqueles animais.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Do hiato para Poesia Urbana

Depois de um grande hiato por aqui, praticamente mais de um mês com as moscas escrevendo por mim nessa dejetaria, por motivos muito especiais que depois em outros posts eu vou relatando. Mas ja adiantando, nesse um mês que se passou aconteceu muita coisa surpreendente e inesquecivel pra mim.

Mas pra retomar as atividades por aqui, nada melhor que a boa e velha "Poesia Urbana"

Dessa vez uma serie dos bonecos do artistsa Mark Jenkins:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2 anos de Blog

Exatamente hoje há dois anos atrás, eu sentei na mesma cadeira que estou sentado agora, olhei pro computador e disse pra mim:
“- Rapaz... Eu to afim de escrever... De me obrigar a escrever”

Olhei de novo pro monitor do computador e abrir o Word.
Aquela tela em branco reluzindo pra você, rindo da sua cara e você se cegando com aquela luz.

No dia eu estava meio frustrado, por causa de uma idéia que eu tinha tido para um trabalho há uns meses atrás, que tinha defendido com unhas e dentes como um leão defendendo o seu filhote, como uma mãe defendendo o seu filho, no meu caso como um pai né, como se aquela fosse A Idéia que reinou em minha mente e não saía mais, como se Albert Einstein e Leonardo da Vinci jogassem vídeo game comigo e a gente batendo papo acabou tendo a idéia.

Então, no dia 02 de novembro de 2007, eu estava olhando para esse trabalho que fiz, pra essa idéia que tive, pra esse trabalho que eu tanto defendi, pra aquele filho que eu parir. Olhei para ele seriamente, o encarei de verdade e disse:
“- Puta que Pariu... Que merda foi essa que eu fiz... Eu defequei e não sentir o cheiro dessa merda... Puta merda, eu não acredito... ta ruim pra porra esse negócio, como foi que eu defendi uma merda de uma idéia dessa”

Fiquei frustrado.
E fiquei pensando e viajando com a luz cegante do monitor do computador com a página em branco Word.
Viajando e pensando como foi que eu não percebi que aquilo que criei era uma verdadeira merda.

E depois de minutos de frustração em frente ao computador, com o olhar sem piscar afundado na viagem da tela em branco do Word. Surgem três palavras em minha mente com tudo que tinha pensado sobre aquele trabalho, a partir daí determinam até hoje qualquer coisa que desenvolvo:

Defecar, Parir e uma Idéia.
Eu tenho que saber se a idéia de fato é uma merda, (encarar ela de verdade, estudar e entender o que está fazendo e não ter medo de partir pra outra) Sendo assim não tratando-a de jeito nenhum como um filho (Nada de se apegar a idéia, é um perigo... Porque se a idéia não prestar mesmo, joga a merda fora e esquenta a cabeça pra ter outra) e finalmente e simplesmente a solução é ter Uma Idéia a partir de muito esforço e de muita merda que vai surgir no meio desse caminho todo, até finalmente aparecer de fato aquela sua boa e orgulhosa idéia, que não vira merda com o tempo.

Tive esse grande ensinamento pra mim, olhando e viajando por muito tempo na tela em branco do Word.
Em seguida, depois desse tempo todo, eu me perguntei:
“- Por que eu abrir o Word?”
.
.
.
“-Ah ta! Eu to afim de escrever... de me forçar a escrever né... Vou fazer um blog”

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poesia Urbana








Essa é a intervenção urbana chamada Hemorragia Urbana do grupo Luzinterruptus realizada nas ruas de Madrid.

Numa noite de chuva, eles adicionaram corante às poças que se espalham nas ruas. Mas essa não é uma simples rua, as poças com corantes estão espalhadas na Plaza de Mayo, onde no passado foi cenário de diversos fuzilamentos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Perca-se Virando a Esquerda

Segundo Clarisse Lispector, Perder-se também é caminho.

Encontrei uma colega minha de outras épocas e outras áreas, simplesmente em frente ao meu prédio. Eu estranhei, e aparentemente ela também, mas depois de tanto tempo que não a via, eu não poderia perguntar - “ O que você está fazendo em frente ao meu prédio hein?”. Tinha que ser aquela clássica frase:
- Quanto tempo hein!
- Mas é você mesmo, e aí Carlos como você ta?
- Estou bem e você
- Também... E aí o que anda fazendo?
- Eu me formei faz um ano e...
- Minha formatura foi esse mês (ela me interrompe meio entusiasmada)
- Parabéns... Se formou em que?
- Administração
- Legal..
- Eu só estou meio preocupada... Eu tenho que fazer uma pós agora, eu tenho que escolher esse mês... E não tenho a mínima idéia... Eu andei pesquisando aí mais nada me agrada, mas eu tenho que escolher... Você ta fazendo pós graduação?
- Não... Estou fazendo outra graduação
- Outra graduação? Por que?
- Por que eu achei que devia fazer
- Você se formou em que? E está fazendo o que agora?
- Me formei em Publicidade e Propaganda... E estou fazendo agora Arquitetura e Urbanismo à noite na UFBA.
- O que?... Não tem nada haver
(Já me cansei de responder a essas surpresas das pessoas sobre a minha nova graduação)
- Você que pensa que não tem nada haver...
- Você ta é perdido né ( fala ela rindo)
-Essa é a idéia... Seria muito obvio e imaturo eu escolher uma pós agora, eu quero aprender, conhecer tantas outras coisas que não tenha haver com o meu universo, mas que complemente, tentar ser outras coisas e não me focar em um determinado assunto, em uma determinada profissão em um momento da minha vida em que eu quero me perder mesmo pra aprender e conhecer.

Ela ficou um pouco em silêncio, olhando pra mim e depois disse:
- Rapaz... É eu que to perdida... (Ela rir) É porque eu vou trabalhar na empresa do meu pai, e eu não sei se é isso que eu quero mesmo.
- Eu vou ser sincero com você, só por isso que você acabou de falar agora, me parece que é a prova que você não quer isso, é a prova que te acharam, entendeu?... Você não está nem perdida e você também nem se achou... Simplesmente foi achada, achada pelo seu pai... E isso não é bom. Já tem muita gente achada por aí.

A gente começou a rir com as minhas filosofias 1,99
Mas de fato é isso que eu acho mesmo, a gente tem que se perder, pra se achar em algum momento, e se quiser lá no futuro quando se achar, se perder de novo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PUTA QUE PARIU!




Uma ação da New Zeland Breast Cancer Foundation, que tem o intuito de alertar as mulheres sobre a importância da detecção previa do cancro de mama. Grandes infláveis em formato de cancro foram estrategicamente acomodados nas ruas para que de algum modo atrapalhasse a passagem dos pedestres.
A campanha diz: "Quanto mais esperar, maior o problema fica."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Poesia Urbana


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Faltou Luz, Mas Era Dia

Esse é o meu preview, um simples trailer do meu roteiro de média metragem que está participando do concurso FILMA BRASIL


A proposta do concurso promovido pela Muzy Corp é bem interessante e premiará os roteiros de curta metragem com o valor de R$ 40 mil e de média metragem com o valor de R$ 70 mil. Esse valor é destinado para a execução das propostas.


Os roteiros têm como premissa e regra o tema: Qualidade de Vida.


Se quiser conferir o site que é bem bacana com todos os trailers e propostas exibidas juntamente com os seus respectivos roteiros, pode dá uma passada lá.
E se quiser também, você pode votar, mesmo sendo que a média do público representa apenas um décimo do resultado final e o voto dos Jurados e do Comitê do Filma Brasil têm o valor de peso 9, mesmo assim, vale a pena opinar.

http://filmabrasil.com/

A votação do público vai ate o dia 31 de outubro e a divulgação dos dois ganhadores será no dia 05 de dezembro, meu aniversário.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PUTA QUE PARIU!

Da agência brasileira Trampolim Comunicação de João Pessoa.

Por falar na Paraíba... Oh saudade dessa terra, de João Pessoa, viajei pra lá ano passado, que terra boa. Fiquei perto da praia de Tambau se não me engano.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Poesia Urbana


Se puder, ou gostar, ou sei lá, me ajuda aí

Foi essa frase do título desse post que eu ouvir um cara dentro do busu oferecendo seus cartões desenhados a mão com pequenos textos, belos cartões por sinal. Eu resolvi comprar um, porque horas antes de eu me sentar dentro desse busu, eu falei essa mesma frase pra pouquíssimos amigos meus, para votarem em mim.
É isso mesmo, votarem em mim.
Não, eu não me candidatei a vereador e estou fazendo campanha.
É que eu estou participando de um concurso de Cinema, mais especificamente de roteiros de cinema, mas que pode se tornar um curta ou média metragem, no meu caso, um média metragem.
Os loucos que freqüentam esse acúmulo de dejetos aqui, dá uma espiada lá e se gostarem pode dar uma votada também.
Valeu!


http://www.filmabrasil.com/roteiro_detalhe.asp?roteiroID=424


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Poesia Urbana


Essa Monalisa!

domingo, 30 de agosto de 2009

Até encontrar o Presunto

Eu odeio desperdiçar comida. Deixar resto no prato.
E eu adoro elogiar a comida que a moça que vem aqui 2 vezes na semana faz. Ela fica toda orgulhosa, toda contente revelando quais foram os seus segredos culinários, seus truques que fizeram daquele prato, tudo aquilo que eu falei pra ela.
De fato, a comida é uma verdadeira delicia.
E uma empadão de soja com frango desfiado que ela fez, estava de dar inveja a muitos restaurantes por aí.
Porém no meio da soja, com o frango desfiado, alguns pedaços de tomate, pimentão, cebola e outras coisas que eu não identifiquei na hora, depois do terceiro pedaço, eu identifiquei o presunto. Presunto não! Presunto só presta, bem disfarçado no meio de muito queijo em uma boa lasanha.
Parei de comer.
Eu odeio presunto.
Ainda tinha um grande pedaço do empadão no meu prato.
E a moça estava lá na cozinha, conversando comigo e dando umas olhadas na minha reação pra cada coisa que ela fez.
O purê de batata dela é bom demais.
Mas aquele presunto... No empadão... Ainda estava lá no meu prato.
Eu ia ter que jogar fora, não tinha mais jeito, mas sem que ela veja, é claro. Teria que ser na moita, na surdina. Eu já elogiei aquele empadão, já deixei ela toda feliz, não posso simplesmente deixar um pedaço do empadão no meio do prato assim, tenho que fingir que comi. Não vou destruir o orgulho da moça e perder minha credibilidade de "degustador" gastronômico perante ela.

Tinha que esperar o momento certo.

Quando ela saiu da cozinha e foi lavar a varanda. Peguei o meu prato com apenas o empadão sobrando nele e fui subitamente em direção a cozinha, e indo para o lixo.
Mas cadê o lixo?
Onde foi que ela colocou?

De repente uma voz atrás de mim diz:
- Está procurando algo, Vinicius? (Ela sempre me chama pelo meu segundo nome)

Eu viro e digo:
- É... O lixo, não está aqui.
- Estou lavando la na varanda

Ela olha para o meu prato com um grande empadão no meio
- Não gostou não? – Fala ela com a expressão bem surpresa
- Gostei sim... Até encontrar o presunto. – Falo eu rindo meio sem graça.
- Você não gosta?
- Não... Só na lasanha mesmo
- Hum... Entendi.
- Mas estava uma delicia mesmo, até encontrar a merda desse presunto viu.

Ela riu e comeu um pedaço do empadão de soja, com frango desfiado e com o maldito presunto que coloquei em cima da pia.
Pelo menos a comida não foi desperdiçada né, apesar da minha credibilidade gastronômica abalada.

PUTA QUE PARIU!







Você pode tomar um chá com os seus personagens favoritos, está é a proposta da Donkey Products

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Poesia Urbana


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alien

As vezes eu acho que eu sou um alien:
- Carlos, eu to com abstinência... eu preciso twittar
- Twittar?
- É... Twittar... Você sabe o que é o Twitter né?
Eu pensei que a pessoa ia me bater com o tom que ela fez essa pergunta

- Sei
- Qual é o seu Twitter
- Eu não tenho, nem pretendo ter não
- Como assim? Eu não sei como eu consegui viver sem o Twitter, cara
- A coisa é tão boa assim é... Eu não consigo compreender isso
- Você tem blog?
Eu pensei um pouco antes de responder isso, resolvi mentir:

- Não, não tenho blog... mas acho muito interessante quem tem
- Blog você tem que escrever
- Eu creio que no twitter também
- Mas só são 140 caracteres
- Que broxante, rapaz... só 140
- É... O mundo está twittando, os artistas, qualquer um está twitando, você vai ficar por fora e você aí... Eu tenho 130 seguidores
- E pra que servem?
- Eles me seguem
- E você escreve o que lá
- Escrevo o que estou fazendo
- Em 140 caracteres?
- É
- E eles te seguem por isso?
- É... E eu sigo eles também
- E o que tem mais lá?
- É isso
- Ok...
-Meu PC pifou, vou ter que ir nessa Lan mesmo...
-Pra Twittar né
- É... Você vai acabar entrando nesse mundo Twittiando também, eu aposto
- Sei não... Cara, eu já to indo
- Se entrar no twitter me segue viu... Pra você ver Silvinha tem 400 seguidores
- É mesmo! (sabe aquele tom de surpresa forçada, irmão do sorriso amarelo, então foi isso que eu fiz)... Sigo sim
- Fala com a Ju pra me seguir também
- Falo... Fui, cara! Vá lá

Eu sair dessa conversa pensando, o mundo está assim mesmo ou eu que sou um Alien?
Será que eu vou acabar entrando no Twitter?
Eu não.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Poesia Urbana


Dos artistas Jana & Js